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LINHAS LEY E O
SIGNIFICADO DE ADÃO

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por Richard Leviton e Robert Coons
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Geomancia de Hermes

Assoma por trás de todos os conceitos da Malha planetária o mago antigo, Hermes Trismegistos, Mestre Geomante da Terra Três Vezes Grande, com suas Tábuas de Esmeralda Smagdarina, as chaves do corpo de energia de Gaia (Terra). Esse mesmo engenheiro de Malha mestre, o mensageiro dos Deuses na Terra, posteriormente passou sua tocha de maestria, em nossa época, ao Arcanjo Miguel com sua espada iniciatória solar. Miguel, segundo os hebreus, é o Guardião dos Segredos das Relações entre Céu e Terra — o vínculo que alimenta a geomancia. A mensagem tanto de Hermes como de Miguel para nós hoje, na qualidade de engenheiros de Malha neófitos, é a seguinte: A malha é o fenômeno espiritual supremo da Terra.

A linha de Ariadne que nos tirará deste labirinto desnorteante da vida física na Terra é a linha ley. No entanto, o redescobrimento das linhas ley neste século não passa de um fragmento do descerramento, inevitável, dos segredos da Natureza. As linhas ley são as faixas luminosas das quais muita gente vem se valendo atualmente, mal suspeitando das riquezas que jazem no fim dessas linhas de luz sutis. Todas as linhas ley conduzem à malha planetária, a matriz primária de luz e energia, criando, envolvendo e sustentando o planeta Terra, nossa Gaia.

Nos últimos tempos, a malha foi descrita de várias maneiras pelos poetas e clarividentes. As linhas ley são "as linhas radiais das teia das aranhas."1 As linhas ley constituem "os pontos centrais de uma vasta teia de múltiplas camadas, lembrando, de certa forma, um micrógrafo de células nervosas e seus gânglios" como "o sistema circulatório e nervoso do corpo da Terra."2 A malha é "uma rede geometricamente exata" pontuada de "Malhas de Luz, pontos focais," um "complexo de teia receptor com ligação de entrada."3 A romancista britânica Doris Lessing escreve de maneira pessoal sobre a Malha, descrevendo-a como "a teia abrangente de luz sutil (que) tocou o globo da Terra...Por todo o globo corriam estes pulsos ou linhas" que compõem "uma membrana giratória colorida" e "uma grande teia de oscilações e tremulações padronizadas."4 Um conhecido pessoal meu da Inglaterra resumiu-a com exatidão: "Vi a Terra como uma rede de pescar feita de linhas de luz. Meu corpo era o mesmo, e havia linhas de luz se irradiando das interseções da superfície do planeta, ligando-se com a rede de teias que circunda os demais planetas."

As Chaves Herméticas da Malha planetária estão entalhadas nas Tábuas de Esmeralda míticas do Mensageiro, que resumem os sete Princípios Herméticos subjacentes a toda manifestação. As chaves da Geomancia de Hermes são: O Princípio do Mentalismo (O Universo é Mental, o Tudo é a Mente Infinita, que é a realidade fundamental e a origem de todos os universos). O Princípio da Correspondência (Tudo o que existir Embaixo existe no Alto, e tudo o que existe no Alto, existe Embaixo, para que sejam realizados os milagres do Um). O Princípio da Vibração (Nada está em repouso; tudo se move e vibra). O Princípio da Polaridade (Tudo é dual, tem pólos, e pares de opostos). O Princípio do Ritmo (Tudo apresenta marés, seus altos e baixos, seu pêndulo imutável pende para a direita e a esquerda, seu ponto mais alto e mais baixo). O Princípio da Causação (Todo efeito tem sua Causa, toda Causa tem seu Efeito, tudo acontece segundo uma Lei, nunca por acaso). O Princípio do Gênero (Tudo tem seus aspectos "masculinos" e "femininos").5

O conhecimento experimental dos princípios de Hermes por intermédio da interface meditativa com a Malha da Terra nos conduz aos segredos da geomancia. A Malha não é algo que está lá fora, longe de nós, segura e abstratamente separada de nossas vidas diárias. Nossos corpos moleculares e consciência humana, enquanto estamos na Terra, moram dentro da Malha. A Malha é como um diapasão unificado que vibra com nosso espectro de Luz/Vida/Eletromagnético em relação à Terra, à medida que o recebemos diariamente de nosso paradigma de Evolução Estelar específico, o Sol, o centro astrofísico de nossa Malha de sistema solar local. Nosso Rei Sol é uma estrela em evolução, e nossas vidas na Terra, como humanos, recebem seu alento dentro dos limites dos parâmetros mediados pela Malha do corpo "Dele," nosso sistema solar familiar.

A Malha é a ligação esquecida entre a humanidade, em sua forma corporificada, a consciência que caminha na Terra e os céus estrelados. A Malha é o vínculo espiritual com a mistura de energias cósmicas e terrestres do experimento de consciência denominado Humanidade; é a forma penetrante da fusão harmoniosa das energias do sistema solar na consciência humana. A Malha, na verdade, antedata a Terra física, sendo mais parecida com a estrutura de energia exterior da Mãe Gaia, seu protótipo e matriz de energia e luz predeterminada a partir dos quais se manifestou seu corpo físico. Nossas relações, na qualidade de humanos encarnados, com a Evolução Estelar que chamamos Sol são mediadas pela Malha que envolve a Terra.

A palavra chave aqui é homólogo. O corpo humano é cônico, retangular, ao passo que o corpo da Terra é esférico; contudo Hermes fala a verdade quando diz: Assim no Alto como Embaixo. O que existe no Céu é corporificado na Terra e no Humano, mas de maneiras específicas, adequadas à morfologia. Este é o significado de "Logos igual" (homo-logo), ou seja, a mesma Palavra. Da mesma maneira que o humano apresenta um sistema subterrâneo complicado de meridianos de acupuntura, que encerra o ch’i, a força vital, a Terra também apresenta uma miríade de matrizes no feitio de teia de linhas ley e pontos focais.

A geomancia e somamancia são as duas palavras mais importantes para se de explicar a Malha. Geomancia inicialmente significa "divinação dos segredos da Terra" (do grego, Gaia-mantos), mas depois de uma experiência meditativa com a Malha planetária, a palavra assume para nós seu significado mais amplo de "divinização da Terra," pois a consciência humana positiva, amorosa que realiza interface com a Malha ofertada pelos Céus conclui seu processo de divinização planejado. Somamancia (grego: corpo-mantos) é a palavra equivalente para a dimensão humana. Quando na meditação respiramos com o Amor do Alto, que é a energia fundamental por trás da luz e da matéria, presente em pontos focais da Malha, não apenas levamos as linhas de luz da Terra à claridade, como manifestamos nossa própria divindade inerente, percebemos nossas próprias linhas ley corporais, e passamos a corporificar, conscientemente, somamanticamente, esta ligação inquebrantável entre a Terra, o cosmo e o humano. Outro nome para esta ligação é Malha. Dessa forma, a geomancia e a somamancia são dois lados da mesma moeda. Quando harmonizamos e iluminamos o geo, fazemos reciprocamente o mesmo com o soma.

A ioga esotérica oriental nos informa que o humano não tem apenas o corpo físico aparente, e sim uma série de corpos sobrepostos multidimensionais que formam um tipo de Escada de Jacó longe do corpo familiar de ossos e carne, no Corpo de Luz. Esses corpos são descritos de várias maneiras de acordo com tradições diferentes, mas que incluem essencialmente o corpo etérico/eletromagnético (base dos meridianos e chakras), o corpo emocional (ou corpo astral, a dimensão formativa básica de emoções na forma de expressões polarizadas), o corpo mental (a esfera de conhecimento abstrato e pensamento concreto, o reino das Formas), e o corpo causal (sede da Alma, o agente infinito, espiritualizado por trás das encarnações humanas sucessivas).

Estes cinco Corpos formam um malha de consciência interpenetrante, como uma série de caixas chinesas, ou como as camadas de uma cebola, apresentando sempre outra camada interior. A Terra, de forma semelhante, apresenta esta superposição multidimensional de corpos de malha. Esta abstração conveniente e linear do que é indivisível, inteiro, simultâneo e síncrono mostra-se, no entanto, útil como modelo para se explicar os diferentes aspectos funcionais da Malha planetária. Começamos, dessa forma, com uma análise dos cinco Corpos de Malha de Gaia.

Malha 1746 Eletromagnética

Esta malha, a primeira expressão dimensional distante da Terra física, é o alicerce da Terra material e o que Eclesiastes chamou de "Taça Dourada." É uma duplicata de energia etérica, porém mais sutil, do físico, seja humano ou planetário, e é aqui que a maioria dos geomantes, rabdomantes e caçadores de linhas ley contemporâneos estão conduzindo suas investigações. Este corpo vitaliza e energiza o físico. É a câmara de compensação de todos os campos de energia que entram, transmitindo-os inteligentemente às matrizes corporais orgânicas (órgãos ou pontos de poder). É o canal para a consciência concentrada no físico registrar os mundos sutis de energia e influência.

Por meio do curso do corpo eletromagnético os meridianos de acupuntura, o yin (negativo, feminino) e o yang (positivo, masculino) polarizaram canais para os "dois alentos de ch’i," a energia vital penetrante, catalogada pelos chineses antigos. Estes meridianos atravessam a Terra física e o corpo humano formando uma matriz complicada e, no entanto, racionalmente precisa, que se assemelha visualmente ao sistema de metrô da cidade de Nova York nos seus trechos mais intrincados (Diagrama 1). Os acupunturistas falam de dez canais relacionados (e dois afiliados) a órgãos, 15 Luo que ligam estes meridianos principais, os oito canais de Fluxo Estranho, os 12 meridianos musculares — de tal maneira que chegam a ser documentados 59 "rios de ch’i" em textos médicos chineses avançados, com um mínimo de 365 pontos de tratamento (ou paradas do metrô) mas com até 1000 pontos potencialmente disponíveis e às vezes usados.

Por conseguinte, os veneráveis geomantes chineses, praticantes de feng shui, a impalpável ciência paisagística do "vento e água," delinearam o lung mei terrestre ("caminhos do dragão" ou linhas ley) que fluíam como um tigre branco yang nas montanhas altas ou como um dragão azul yin nas baixas colinas e vales. O ponto no qual os dois lung mei (os "dois alentos de ch’i") se encontravam, tornando-se um, era um nodo de ponto de poder, repleto de ch’i e adequado para uma sepultura real ou templo. Os mestres de feng shui a seguir colocavam inteligentemente suas "agulhas de pedra" de acupuntura nestes pontos de fusão de poder chave com o fim de purificar, harmonizar, energizar e distribuir o ch’i terrestre pela Malha segundo calendários diários, semanais, mensais, sazonais e anuais — o que é precisamente o que o acupunturista faz com suas várias minúsculas agulhas e mapas de tratamento do corpo humano.

Esta foi nossa introdução conceitual para entrar no tema da Malha 1746 Eletromagnética. O primeiro aspecto-chave dessa malha são os nodos de tratamento, ou pontos de poder, do sistema de meridianos. Eles foram descritos de diversas formas por escritores dos "Mistérios da Terra" como células de energia, pontos de coordenação, pontos de saída, vórtices de energia, portais de tempo, sistemas digestivos sutis. Um nome mais preciso é cúpulas, pois reflete claramente, se bem que de forma polêmica, a origem e propósito destes centros de energia presentes no ambiente.

Existe na Terra, afirmam os proponentes da teoria da Cúpula, um sistema de centros de cúpula, ou pálios de energia etéricos, ocupando o espaço sobre recintos sagrados (criando-os, na realidade) dos quais saem inúmeras linhas de cúpula retas curtas e espiralantes de luz que se irradiam por todo o ambiente. As linhas de cúpula ligam os centros de cúpula entre si numa malha de comunicações sutil. O ambiente sutil é caracterizado como um complicado padrão de espirais, linhas retas e círculos pulsantes de luz, como milhares de pontos piscantes de Luz de múltiplos matizes pontilhando a Terra numa teia geométrica de filamentos a fluir em todas as direções. As Cúpulas fizeram da estrutura etérica da Terra o que ela é impondo uma matriz consciente ao planeta com a finalidade de fazer da Terra um lugar conveniente à possível evolução consciente humana.

De acordo com a teoria da Cúpula, quando as Cúpulas apareceram na Terra, elas ativaram linhas de luz e energia já presentes na teia etérica do planeta. As Cúpulas eram Naves trazidas para cá como resposta do chamado Arquiteto do Destino Cósmico e acatando propostas passadas e futuros acontecimentos para a Terra. Tecnicamente, não é exato dizer que as Cúpulas vieram e foram porque elas existem espacialmente entre espírito e matéria. Porém, elas estavam presentes na Terra em três ocasiões na história planetária. Também não é exato interpretar as Cúpulas como veículos materiais mecânicos de acordo com nossa compreensão habitual; elas estão mais para facilitadores magnéticos/de energia transdimensionais sobrepostos à paisagem física. Na primeira Presença de Cúpula, não havia humanos na Terra; na segunda Presença de Cúpula havia vida humana primitiva; e durante a terceira Presença de Cúpula havia alguns humanos capazes de ver claramente as Cúpulas e entender sua função. O que esses primeiros humanos viram é recontado em várias mitologias antigas (em especial a irlandesa e a suméria) como as Casas dos Deuses do Céu.

Durante a presença das Cúpulas, que, segundo calculamos, se estendia por muito tempo, elas transmitiam impressões imediatas de energia/consciência (de 400 metros a 1,6 quilômetro de diâmetro) na superfície da Terra. Eram padrões de ressonância permanentes em forma de cúpula (ou abajures sobre as colinas e montanhas). Trata-se de um padrão oscilatório que persistirá até que a Terra deixe de existir ou até que seja ratificado ou alterado por outra visita da Cúpula. Embora os clarividentes atualmente descrevam estes pálios de energia etérico pousados sobre muitas centenas de montanhas sagradas e recintos religiosos megalíticos passados (por exemplo, Stonehenge, Machu Picchu, Palenque, Monte Shasta, entre muitos exemplos), eles são, na verdade, recordações de energia etéricas das Cúpulas outrora quase materialmente presentes. Embora as Cúpulas tenham "partido," suas poderosas impressões de energia eletromagnéticas permanecem a postos, como uma imagem persistente na retina de uma lâmpada colocada diante de nossos olhos num quarto escuro. A presença e a não presença simultâneas destas Cúpulas são um paradoxo de energia criado pelas deficiências de nosso idioma.

Contudo, morfologicamente as Cúpulas apresentavam tamanhos, capacidades e funções variados, estando dispostas em todo o planeta seguindo uma matriz predeterminada e numericamente fixa de acordo com formações estelares do céu. Seu padrão de distribuição preciso na Terra era um reflexo microcósmico das geometrias estelares macrocósmicas esotéricas. As Cúpulas "Capitão," por exemplo, distribuíam Amor, Luz e Energia às Cúpulas menores. A principal função das Cúpulas era levar a Terra à vida biológica, senciente. Mesmo hoje, milhões de anos depois, os traços etéricos de suas tubulações de energia prateadas (que não as linhas ley ou de cúpula) ainda são visíveis de forma clarividente na paisagem em lugares ativados com uso da geomancia, tal como Glastonbury, na Inglaterra. Visualmente, podemos imaginar quase dois mil imensos abajures esféricos, cinéticos descendo ao mesmo tempo feito chapéus cintilantes sobre montanhas, colinas e planaltos ao redor do mundo, ajustando-se confortável e perfeitamente, eletrificando a Terra com sua luz inacreditavelmente brilhante e distribuindo essa luz numa matriz em forma de cata-vento giratório de centros de Cúpula.

As Cúpulas eram as casas originárias das linhas ley, ou mais precisamente, segundo este modelo conceitual, as linhas de cúpula. Elas existem em duas formas. Linhas de cúpula retas (com comprimento médio de 8 a 80 quilômetros) são linhas de energia que ligam uma cúpula a outra, formando uma matriz de luz angular ao redor do planeta. Um exemplo deste padrão é achado na Califórnia, no Monte Diablo (condado de Contra Costa) e Monte Tamalpais (condado de Marie); essas duas montanhas sagradas (como os índios nativos originalmente as percebiam) ficam nos arredores de São Francisco, apresentam cúpulas, a aproximadamente 40 quilômetros uma da outra, sendo ligadas por uma linha de cúpula reta. As linhas de cúpula, a propósito, são canais de energia pulsante com variações marcantes quanto à intensidade sazonal.

Cada Cúpula tinha capacidade para iniciar até 48 centros de energia associados, ou cúpulas menores, por intermédio de uma

Diagrama 2

Modelo de Engenharia de Cúpulas e

Linhas de Cúpula

Chave:

A = Topo da Cúpula, um entre 48 pontos de término potenciais

B = Linha de cúpula em espiral a partir da Cúpula, criando o topo da cúpula

C = Cúpula

D = Linha de cúpula reta, ligando Cúpulas

E = Nodo de Linha, saindo da intersecção da linha da cúpula ou da Linha Oroboros

F = Linha de Malha Oroboros

série de linhas de cúpula em espiral, tendo um topo de cúpula menor no final. Essas linhas se associam tornando-se pontos de poder espiritualizados no ambiente, mas diretamente relacionados, como pai e filho, com a Cúpula inicial. Existem potencialmente 83.808 desses topos de cúpula na Terra, número que explica cabalmente a quase ubiqüidade planetária de antigos locais religiosos. O padrão radiante específico das linhas de cúpula em espiral era heliocêntrico, de acordo com a relação fi (ou Meio Dourado, Proporção Dourada, Seção Dourada da geometria sagrada, expressa como 1,618034, que é uma espiral assimétrica exemplificada pelo verticilo padronizado do girassol e pelo padrão de distribuição das folhas de muitas plantas, descrita como Seqüência de Fibonacci). Por exemplo, o Monte Tamalpais irradia pelo menos dois topos de cúpula à São Francisco urbana, energizando espiritualmente as áreas do Palácio de Belas Artes e do Lincoln Park. A Cúpula de Monte Diablo irradia topos de cúpula de forma análoga ao que são agora Oakland e Berkeley urbanas.

Além disso, sempre que qualquer espiral ou linhas de cúpula retas se cruzam, formam pontos de poder secundários chamados nodos de linha (Diagrama 2). Eles são numerosos, muito mais que os consideravelmente abundantes topos de cúpula, sendo caracterizados de formas variadas como solares/positivos, lunares/negativos, alguns são centrífugos, outros centrípetos, segundo seu efeito. As cúpulas, topos de cúpula e nodos de linha foram seqüencialmente marcados por antigos geomantes com círculos de pedra, grandes templos, túmulos e câmaras de pedra, bem como com pedras isoladas, então, posteriormente, durante a supremacia eclesiástica cristã, por igrejas. Toda a panóplia geomântica foi em certa época cuidadosamente posicionada como um jogo de instrumentos de engenharia da Malha da ciência espiritual dentro desta teia precisa de Cúpulas, topos de cúpula e nodos de linha, cujos resquícios de energia estão sendo detectados hoje, cada vez mais, por pesquisadores de Mistérios da Terra (por exemplo, o Projeto Dragão britânico – Dragon Project, dirigido por Paul Devereaux, editor de The Ley Hunter). Lembrados vagamente na mitologia, folclore e costumes locais, estes templos ao ar livre, animados por Cúpulas, unidos por linhas de cúpula, talvez tenham sido esquecidos, mas não foram fechados.6

Além disso, segundo a teoria da Cúpula, em termos planetários, todas as Cúpulas são unidas por meio de linhas douradas e prateadas entrelaçadas que emanam como cordões de suas coroas, sendo reunidas num nodo planetário específico, que é o umbigo da malha e Cúpula Mestra. Os cordões dourados e prateados representam as entradas de energia equilibradas positiva/negativa ou masculina/feminina em cada Cúpula. Na mitologia popular, este ponto umbilical é chamado Távola Redonda do Rei Artur de Camelot. As Cúpulas foram trazidas à Terra para criar um Paraíso para a humanidade. Cada qual encerrava uma forma de luz, ou cristal de semente, do que haveria de acontecer, tanto local como globalmente, por meio da Malha. Desses cristais do Paraíso, alguns foram ativados, mas por outro lado a humanidade ou não tem consciência deste potencial divino ou não se deu ao trabalho de se valer dele para criar o planejado Paraíso na Terra. No entanto, a opção ainda existe.

Em razão de seus fortes campos eletromagnéticos, os recintos de Cúpula eram parecidos com salões de meditação de consciência imaculados e superiores, onde a consciência humana podia ser curada, elevada, até mesmo transportada interdimensionalmente pelos pontos de saída dotados de cúpulas das Casas dos Deuses, com ajuda da engenharia megalítica. O Brugh na Boinne irlandês (Casa às margens do Rio Boyce) chamado atualmente túmulo de Newgrange, foi a casa dos Tuatha de Danann, as deidades irlandesas, sendo freqüentemente visitada por intrépidos humanos em busca de uma audiência com seus Deuses.

Os pontos de coordenação dotados de cúpulas em alguns casos contêm mapas psíquicos da geografia esotérica local. "Estes mapas são usados para propiciar pontos de ressonância, liberação e deflexão"7 incluindo detalhes da disposição local de Cúpulas, topos de cúpula, nodos de linha e linhas de cúpula, bem como suas classificações quanto a energia/consciência. As Cúpulas facilitam o discernimento adquirido por meio da meditação quanto à matriz de pensamento planetária (chamada de "noosfera" por Teilhard de Chardin) presente como uma biblioteca hologrâmica no campo de energia de cada Cúpula. Foi por isto que o Moisés bíblico recebeu o Pentateuco, ou Torah Or, no Monte Sinai, que era uma montanha dotada de cúpula sagrada superior. Além disso, fiel ao Princípio da Correspondência de Hermes, e num processo de inevitabilidade recíproca, quando as Cúpulas chegaram, seu calor extraordinário fez surgir do subterrâneo uma cúpula de água, com sua teia multidirecional de veios de água, tanto para esfriar a Terra ardente como para refletir a Cúpula de Luz do alto. Desse modo, mesmo hoje, existem linhas e cúpulas de luz yang/centrífugas acima do solo, e linhas e cúpulas de água yin/centrípetas subterrâneas, etérico no alto, físico embaixo. É isto que está por trás do fenômeno, constantemente relatado por rabdomantes, de cursos de água anômalos e copiosos coincidentes com recintos sagrados.

Dessa forma, as Cúpulas, falando-se metafisicamente, distribuíam as vibrações de Amor e Luz do Alto por meio desse sistema de Malha imposto, irradiando, assim, espiritualmente a paisagem e, por extensão, a consciência humana, com estas energias positivas e evolutivas. Eis a chave: antes de Adão, os Elohim. O significado desta afirmação gnômica emergirá à medida que atravessarmos a Malha. Porém, a porta desta chave é expressa num único número, ou seja, o número das Cúpulas planetárias: 1746. Na ciência

mística da Cabala e sua linguagem matemática da gematria, este número apresenta significação profunda, pois é a fusão das energias bipolares primárias solares (666) e lunares (1080) por trás da manifestação. No simbolismo da Cabala, o 1746 é o "grão de mostarda" que o Cristo comparou com o Reino dos Céus; também é, simbolicamente, o Homem Divino, o Espírito de Deus na Terra, os Mistérios de Jesus, a Divindade do Espírito, e outras entidades de significado semelhante.

O segundo aspecto-chave da Malha 1746 Eletromagnética são os chakras. De acordo com a ioga hindu esotérica, há no corpo etérico humano sete centros de energia sutis principais chamados chakras (sânscrito: "rodas que giram") dispostos em linha ao longo do eixo espinhal vertical, partindo do escroto até a coroa na cabeça. Existem também em torno de 7 a 22 chakras secundários, distribuídos por todo o corpo. Os chakras principais são como caixas de junção elétricas, ou transdutores de energia, do corpo físico, mediando energias de planos superiores na forma material. Os chakras associam-se funcionalmente com as sete glândulas endócrinas principais e, desse modo, com regiões de órgãos específicas do corpo e também com estados de consciência ascendentes específicos. Por exemplo, o chakra da garganta, chamado Visuddha (que significa "limpo, purificado, perfeitamente puro") tem relação com a glândula tiróide e a maestria da clariaudição (audição intangível, como nas "vozes" dos Deuses; veja Diagrama 3). Os sete chakras são interdependentes em termos energéticos, sendo ativados em seqüência, começando com o 2º, passando ao 7º, voltando a seguir ao 1º, a Raiz, a sede da Kundalini, a energia evolutiva cósmica criativa fundamental.

De forma análoga a este modelo, a Terra, de maneira homóloga, apresenta um sistema de chakras, organizado não numa seqüência anatômica, e sim energética em sete centros chave de Cúpula (Diagrama 4). Um chakra da Terra, tal como a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, ou Glastonbury Tor, na Inglaterra, é um imenso vórtice de energia, com vários quilômetros de diâmetro imediato (e prolongando-se muito além em termos de área de influência), como uma porta vaivém de Malha indo para cá e para lá. Trata-se de uma interface eletromagnética sutil entre energias estelares superiores não físicas e sua corporificação material na Terra ou corpo humano. Pode-se ilustrar um chakra da Terra da seguinte maneira: imagine flores minúsculas por toda a Terra. Algumas formam flores maiores que por sua vez formam flores maiores ainda. Os chakras são energia que flui de uma forma para outra forma, como o desabrochar de flores que fazem parte de outra flor, cada qual independente e contudo interdependente, semelhantes, porém dissimilares. Como alternativa, podemos visualizar uma roda poderosa com muitos raios. Em cada raio há um ponto de luz. A roda apresenta um cubo e cada raio tem duas extremidades.

Diagrama 4

Chakras Planetários Traçados no

Corpo Humano

Cada raio liga-se ao cubo e à roda. O centro do cubo não se liga nem aos raios nem à roda; é o centro imóvel. A roda gira na cabeça de um dente-de-leão branco aberto — é a Terra. Os raios partem do cubo em todas as direções e os padrões de luz surgem na superfície, prolongando-se para além dela. Estes pontos na extremidade de cada raio são as flores, ou nodos, ou centros de energia chamados chakras.

É curioso observar que a disposição geográfica do sistema de chakras planetário não é imutável, embora as mudanças ocorram de forma muita lenta e segundo um plano predeterminado, como um cronômetro previamente ajustado. Por exemplo, o 2º chakra, atualmente localizado em Machu Picchu, no Peru, ficava antigamente em Delfos, na Grécia, local do famoso oráculo; o Monte Kailas, no Tibete, era antes o 4º chakra ou chakra do coração da Terra, mas desde aquela época "deslocou-se" para Glastonbury, na Inglaterra. A ativação, operação e suspensão de chakras planetários, bem como de centros de cúpula, eram originalmente calibradas em relação a uma seqüência temporal/evolutiva definida com base numa compreensão clarividente fundamental das vastas extensões do destino planetário. O 6º chakra (a Fronte, ou Ajna, tratada abaixo) altera seu foco a cada 200 anos, sendo chamado Foco Móvel. Opera como um raio de consciência que se desloca deliberadamente sobre o planeta segundo um cronograma prefixado de ativações. Atualmente está focalizado em Glastonbury, mas certa ocasião, em sua longa e memorável história, residiu em Jerusalém.

Embora as Cúpulas tenham, tecnicamente e paradoxalmente, ido embora, ainda estão presentes na forma de poderosas impressões de energia, como Mães de todos os recintos sagrados da Terra. Além disso, a Malha 1746 Eletromagnética ainda está em atividade, embora com intensidade de Luz um tanto reduzida em comparação ao que seria se as Cúpulas estivessem novamente presentes de forma concreta. O corpo de energia etérico de Gaia permanece ativo de forma senciente, da mesma maneira que Sua forma física viva respira por meio de sua biosfera. Este nível da malha pode ser comparado a um rádio dotado de toda a gama de capacidades de transmissão de freqüência. As várias partes da faixa de rádio são designadas à matriz receptora da Cúpula, semelhante a antenas individuais ou torres de rádio. Trata-se de um sistema sônico da Malha, de modulações de tom. Os vários centros de Cúpula são energizados como pontos receptores sônicos de acordo com um dial graduado de transmissões mestras. Em muitas ocasiões dispositivos de pedra, eletromagneticamente ajustados, foram colocados nos locais em que havia antenas de Cúpula para facilitar a recepção sônica. Segundo esta teoria, além de serem calibrados em todo o planeta em termos de receptividade de raios de rádio, os locais onde havia Cúpulas eram também calibrados de acordo com um espectro eletromagnético mestre voltado às necessidades de apoio da consciência e vida dos humanos e da biosfera. Cada Cúpula era como um diapasão especialmente ajustado; quando atingido pelo raio que entrava, ressoava o tom do raio em seu sistema de rede local como uma vibração uniforme.

Nos últimos anos, segundo acreditam muitos, a Malha tem passado por uma reativação gradual, que está ocorrendo num local específico, por meio das mesmas intervenções, dos Elohim, que originalmente realizaram a engenharia do sistema, e o instalaram, segundo os Princípios de Hermes. A Terra foi feita como uma Casa à imagem do Homem. A Malha 1746 Eletromagnética ancora e diferencia a próxima matriz de Malha dimensional chamada Malha de Linha 15 Orobórica, que forma e mantém a biosfera, tornando estas energias superiores disponíveis à consciência humana e interações tecnológicas, bem como aos humanos que ajudam uns aos outros e à evolução da Terra.

A Terra está envolta num pequeno círculo rendado de campos eletromagnéticos e pontos pulsantes de luz que fazem a energia cósmica/estelar inteligente de entrada fluir pela matriz, sempre tendendo ao equilíbrio. O papel do geomante, destramente manipulando a Malha 1746 Eletromagnética e com ela cooperando, era harmonizar estes fluxos de entrada em oposição aos campos de energia entrópicos caóticos criados por formas-pensamento negativas dos humanos residentes, e manter a saúde dos humanos e de Gaia. O geomante sempre foi o médico da Terra e o médico metafísico humano.

A Malha de Linha 15 Orobórica

Os antigos geomantes chineses tinham uma compreensão abrangente das múltiplas relações harmoniosas entre Céu, Terra e Humano. Eles afirmavam que em primeiro lugar houve o Wu Chi, a vibração primitiva única ou Som Cósmico (chamado OM em sânscrito, o Logos do cristianismo original) que se distingue em Tai Ch’i, ou Dois Tons (polaridade yin/yang), que então se manifesta como os 12 Tons, o Lu. O 12 Lu são as 12 alturas fundamentais dentro da oitava, relacionadas umas com as outras por meio de proporções específicas. No Ocidente esta diferenciação de 12 graus da oitava é conhecida como Zodíaco; trata-se de outra topologia das modulações cósmicas básicas da harmonia celestial. Além disso, o chineses afirmavam que as modulações vibratórias influenciam a Terra com uma oscilação regular segundo ciclos horários, semi-diários, diários, semanais, quinzenais, mensais, sazonais, anuais e meta-anuais, todos catalogados em tabelas astronômicas/astrológicas. O ano geomântico foi dividido em 12 Notas, 6 yin, 6 yang, cada qual designada a um dos cinco Elementos (madeira, fogo, metal, água, terra).

Neste ínterim, os acupunturistas haviam traçado os 12 meridianos de energia primários do corpo humano, atribuindo a cada um uma polaridade yin/yang (por exemplo, Yin Absoluto, Yang Menor), um órgão (por exemplo, baço, coração, fígado, pulmões), um elemento (por exemplo, Coração/fogo, Fígado/madeira, Rins/água), e um ponto no ano-dia de aumento de atividade, propício para tratamento (por exemplo, Coração/Verão/Lua - 14 horas). Além disso, ligaram conceitualmente o sistema a um conjunto de quatro Leis do Ch’i que basicamente funciona segundo o Princípio do Ritmo de Hermes, incluindo Mãe-Filho, Marido-Mulher, Lua-Meia-noite, e os cinco Elementos. Elas regem e descrevem os movimentos oscilatórios de energia tanto nos meridianos humanos como nos meridianos da Terra (Diagrama 5).

No Ocidente, permutações de 12 elementos da energia Una foram catalogadas em termos de nossas atribuições zodiacais familiares (por exemplo, Sagitário/fogo, Touro/terra, Gêmeos/ar), cada qual "regida" por um planeta (por exemplo, Vênus rege Touro, Mercúrio rege Gêmeos), e associada a regiões específicas do corpo (por exemplo, Touro com a garganta, Gêmeos com os ouvidos, braços, mãos, peito, pulmões, e Sagitário com quadris e coxas). Na mitologia, este circuito de 12 encontrou expressão na imagem da Távola Redonda do Rei Artur dos Cavaleiros do Graal, representando cada Cavaleiro uma estação desta Casa do Zodíaco giratória.

Os acupunturistas chineses descobriram também que, além dos 10 meridianos relacionados a órgãos e dos dois canais associados respectivos (Regente do Coração/yin e Três Aquecedores/yang), existiam mais dois canais reguladores, a saber, o Receptáculo Regente (yang/solar/parte anterior do corpo/direcionamento) e o Receptáculo de Concepção (yin/lunar/parte posterior do corpo/resposta). Neste ínterim, os iogues indianos tinham descrito os três nadis sutis (relacionados), ou canais de Kundalini atravessando os chakras. São o pingala nadi (lado solar/direito), ida nadi (lado lunar/esquerdo), e sushumna nadi (caminho de fusão neutro/central; veja Diagrama 3). O pingala encerra a Chama da Matéria; o ida canaliza a Chama de Manas; e pelo sushumna corre a Chama do Espírito — do chakra da Raiz ao chakra da Coroa, de acordo com a seqüência evolutiva do despertar dos chakras. Tendo em vista este modelo, consideraremos homólogos o pingala nadi e o meridiano do Receptáculo Regente e consideraremos o ida pingala e o Receptáculo de Concepção correspondentes de forma análoga.

Esta é toda a base conceitual necessária para se analisar a Malha de Linha 15 Orobórica. É o corpo emocional de Gaia, Sua esfera interativa de formação da biosfera, que é a matriz de toda a vida na Terra. Esta Malha torna possível a sensação diferenciada

(expressa na forma de emoções, regidas, conforme descrito na astrologia, pelos planetas e estrelas "em seus cursos"), sendo a ponte entre a Mente e a matéria física.

A Malha Orobórica, com seu Tai Ch’i equilibrado de, alternadamente, 6 linhas yin e 6 linhas yang, é a base das polaridades magnéticas da Malha 1746 Eletromagnética e, por conseguinte, da Terra física. A energia magnética, com seus pólos norte/sul a funcionar num biocampo carregado ao redor da matéria, está relacionada com o estabelecimento de polaridade ou com o equilíbrio do fluxo de energia entre dois pontos definidos. "Sem magnetismo não haveria nada que mantivesse o universo unido pois ele...contém o fluxo de vibrações dentro dos limites teóricos deste universo."8

Desse modo, a Malha Orobórica é constituída de 15 Linhas de Dragão que atravessam a Terra, avenidas largas de Luz solar–diferenciada, que como a serpente de Oroboros mítica, une as caldas às bocas, formando um circuito de energia completo, ou Grande Círculo, ao redor do planeta.Não se trata de radiações vindas das Cúpulas ou dos topos de cúpula, como linhas de cúpula, embora elas realmente se cruzem e interajam com Cúpulas e topos de cúpula (veja Diagrama 2). Tampouco estas Linhas de Oroboros oscilam, sendo, sim, linhas constantes de energia à volta do planeta, contendo o filme orgânico da vida da Terra. Elas correm pouco acima da superfície da Terra, com freqüência paralelas às linhas de cúpula retas. Doze Linhas Oroboros principais circundam o globo, traçando 12 Grandes Círculos; cada qual com uma energia solar diferente, em geral batizadas segundo os 12 atributos Zodiacais (por exemplo, uma Linha Oroboros de Touro). Existem três linhas secundárias, geralmente denominadas segundo as características de masculino, feminino e neutro. Basicamente, as 12 Linhas Oroboros correspondem aos 12 Lu chineses e aos 12 meridianos dos órgãos, ao passo que as 3 Linhas Oroboros secundárias correspondem aos 3 nadis (e Receptáculos Regentes/de Concepção).

Cada um dos Grandes Círculos apresenta níveis diferentes e variados de vibração, ou cor, mas não abrangem todas as cores do espectro. O dourado é uma cor importante, ao passo que o lilás é encontrado ocasionalmente. As Linhas Oroboros são trilhas primárias de energia. Depois do nascimento de um ser biológico, como Gaia, as linhas de energia primárias determinam a natureza de seu crescimento e meio ambiente, ou seja, a biosfera. Pode-se visualizar uma esfera com 15 linhas douradas, brancas e lilás rodeando-a a intervalos geométricos, totalizando 62 pontos de intersecção e 120 triângulos de igual tamanho. Dentro de cada uma dessas interseções há uma linha positiva e negativa atravessando a superfície. Essas duas linhas são representadas por linhas azul claro que formam o lado oculto dos 120 triângulos. As linhas posteriores desses triângulos são douradas ou brancas, e as linhas positivas/negativas não são fixas, e sim oscilam segundo um padrão rítmico. Esta figura Orobórica global incorpora o dodecaedro e icosaedro, dois dos Sólidos Platônicos (descritos abaixo) que formam a biosfera; na realidade, a forma da Terra é uma combinação de todos os cinco Sólidos Platônicos (formas abstratas dos cinco elementos, que constituem a próxima Malha dimensional). É o entrelaçamento de energia que cobre a Terra; que produziu a estrutura ambiental da Terra.

Um exemplo famoso de Linha Oroboros é o St. Michael Dragon Ley na Inglaterra. Segundo o traçado de seu curso pelos rabdomantes, ela cobre 611 quilômetros, estendendo-se desde o sudoeste de Cornwall até Michael’s Mount (a 62 graus Leste de Norte, alinhado com o nascer do sol em 1O de maio, ou Beltane, um dos dias do calendário trimestral céltico) seguindo para o nordeste de Suffolk em Bury St. Edmunds. O caminho é pontilhado por inúmeras igrejas cristãs epônimas e consagrações megalíticas de outrora. Contudo, a Linha Oroboros St. Michael tem bem mais de 611 quilômetros; nem é propriedade exclusiva da Inglaterra de São Miguel. Prolonga-se ao redor de todo o planeta, voltando ao ponto de partida e unindo-se novamente depois de uma viagem circular de cerca de 38.600 quilômetros. Sua largura varia em pontos diferentes, tendo em algumas partes apenas 1,2 metro, medindo em outras várias centenas de metros de largura. Existem, na verdade, muitas linhas de Malha acima da Terra, estando a última a cerca de 3.300 metros acima do solo. Os meridianos Oroboros variam de largura e intensidade em especial nos pontos nodais (Cúpulas, topos de cúpula, nodos de linha e interseções Orobóricas), podendo apresentar milhares de pontos de tratamento principais e secundários dispostos ao longo de sua extensão.

Existe um local específico na Terra onde as Linhas de Miguel/solares e Oroboros/Lunares de fato se tocam, iniciando e concluindo seu circuito planetário e, por conseguinte, ativando as outras 12 Linhas Ororobos Zodiacais. É também o local da Cúpula Mestra, da Távola Redonda original de Camelot, da Corte Zodiacal do Sol. Este lugar é o Círculo de Avebury, no centro de Wiltshire, na Inglaterra. Avebury, de acordo com este modelo, é o umbigo planetário. Avebury é a tomada cósmica/elétrica primária da Terra. É ali que a Terra se liga ao cosmo. Avebury é a Central da Malha, o painel de controle geomântico planetário (veja Diagrama 6).

Cada uma das 1746 Cúpulas da Terra apresenta dois cordões de luz verticais — um dourado, um prateado — saindo de seu topo como um fio isolado de abajur. Todos esses cordões de duplo entrelace unem-se, formando um cabo entrelaçado mestre na Cúpula Mestra de Avebury.

Além disso, Avebury é, emprestando outro termo da ioga esotérica,

o sutratma planetário. O sutratma é o canal por meio do qual a corrente vital direta do Espírito flui pelos corpos espirituais inferiores e Alma, passando à personalidade e ao corpo físico; fica ancorado no chakra do coração etérico. A corrente vital controla a circulação do sangue humano e o ch’i planetário. Em relação à Terra, Avebury é o coração etérico interior, chamado Ananda-kanda, operando atrelado a Glastonbury, o coração etérico exterior, chamado Anahata (veja Diagrama 4). O sutratma de Avebury, na qualidade de convergência planetária das Linhas Oroboros solares/pingala e lunares/ida básicas, também é o que no Eclesiastes é chamado "Cordão Prateado, a linha que liga todos os eus do ser humano com o divino."

Desse modo, o Tai Ch’i primário, ou polaridade energia/consciência, entra na Malha da Terra por meio de seu chakra do coração interior localizado em Avebury, onde é então distribuído por toda a Malha Orobórica como o sangue vital emocional de Gaia. Cada linha de Malha, vertical e horizontal, liga-se a todo o padrão, cobrindo o globo. Cada uma das duas linhas que entram em Avebury está ligada em outros pontos com cada uma das demais 13 Linhas Oroboros. O Oroboros solar entra como uma explosão de puro Espírito, impetuoso, quase mortal, trazendo consigo consciência absoluta e eterna; a Cabala lhe atribui a gematria 666. O Oroboros lunar é frio, úmido, refrescante, como uma brisa revigorante, trazendo consigo consciência encarnada, sujeita a ciclos temporais de nascimento e morte, tempo e espaço; é atribuída à gematria 1080.

As duas energias são fundidas em Avebury (da mesma maneira como são fundidas dentro do chakra do coração humano dual), suas correntes correm pela Malha. O número de sua fusão é 1746, que é a soma de 1080 e 666. A dinâmica de sua fusão interativa, como uma proporção 666/1080 é a espiral fi de desdobramento da Luz, a saber, 1,618034. Este fato é fundamental à natureza da Luz (descrita abaixo) e ao coração da Malha e do Humano. Enquanto as linhas solares e lunares se entrelaçam no coração interior planetário em Avebury, a Linha Oroboros Neutra (equivalente ao sushumna nadi, encerrando a Chama do Espírito) fica ancorada no chakra da coroa da Terra, Monte Cook, no oeste da Nova Zelândia, por onde passam as linhas duais originárias de Avebury ao traçar seus Grandes Círculos.

O que está acontecendo aqui é que a polaridade yin/yang primária da Malha de Linha 15 Oroboros produz a fusão segundo o fi equilibrada da Malha Eletromagnética 1746, o que vale dizer que a Luz atinge a manifestação equilibrada no Corpo da Terra. Como escreve Doris Lessing, "A teia exterior de luz musical criou o terrestre interior, mantendo-o ali em sua dança de tensão." Trata-se de "um entrelaçamento alimentador de ligação (como uma malha elétrica da humanidade)." A Malha de Linha 15 Orobórica é o corpo emocional de Gaia, sua personalidade, 12 vezes expressada como os arquétipos Zodiacais do 12 Lu — e portanto nossa, também, como habitantes humanos de Gaia. Esta dimensão da Malha é nosso lar na Terra de tal forma que, como diz Lessing: "Na grande dança cantada, tudo se uniu e moveu em conjunto. Minha mente era a faceta de uma mente, como os alveólos dos favos de mel."

Cada uma das Linhas Oroboros foi originalmente ancorada em algum ponto da Terra por intermédio de Pedras Vibratórias físicas especiais que vieram com as Cúpulas. Aparentemente eram pedras materiais, como as conhecemos, mais ou menos do tamanho de uma mala esférica. Foram trazidas para cá por meio do Plano dos Capelães Cósmicos e geomantes dos Elohim que apareceram aqui nas Cúpulas; as pedras foram ativadas pelas Cúpulas, a seguir posicionadas em locais chave ao redor da Terra, formando o chamado Calendário Megalítico Hermético Global, em benefício de todas as formas vivas. Cada Pedra Vibratória tinha seu período de importância, segundo todos os esquemas de atividade do Zodíaco sobrepostos, desde o ciclo de 12 horas até o Grande Ano de 25.920 anos. Todas as 12 pedras ressoavam em harmonia e em ressonância entre si.

Uma dessas Pedras Vibratórias foi colocada, de acordo com vários geomantes, na ilha de Beckery, uma pequena colina nos arredores do centro de Glastonbury, Somerset, atando a Linha Oroboros de Touro quando ela foi interceptada pelo Oroboros de Miguel/Solar atravessando a cidade. Este local em particular era também conhecido na mitologia galesa antiga como um dos Três Coros Perpétuos da Inglaterra (o Coro de Afallach, ou Avalon). Eram ressoadores geomânticos ininterruptos, estabelecidos na paisagem como reflexos de um modelo divino relacionado a três aspectos diferentes da consciência convertidos para a Terra. Ativados há muito tempo a partir de uma fonte divina, os Coros eram originalmente bem mais ativos que na atualidade, estando relacionados à cura. A Pedra Vibratória de Beckery foi subseqüentemente removida, permanecendo, contudo, conspicuamente visível, embora totalmente anônima, em outra parte de Glastonbury. Dessa forma, em termos geomânticos, a Pedra de Touro era o receptor primário do tom/vibração taurino da Malha Oroboros. Era o principal reservatório, amplificador, dispersor e transdutor/transmutador desta 1/12ª diferenciação da energia cósmica que entra em nossa biosfera. As 12 pedras atuando em conjunto constituíram a base do Calendário Hermético Global.

O ponto de coordenação central desse Calendário de Pedra Global de energias do Zodíaco é Avebury, a Távola Redonda condensada planetária do Sol. A Távola Redonda é um modelo para se entender as atividades interdependentes dos 12 Tons do Som único. A Távola Redonda planetária é, na verdade, o complexo receptor central das energias e consciência compostas de nosso sistema solar, de nosso paradigma de Evolução Estelar particular de Luz/Vida/Consciência cujo Rei é nosso Sol.

De maneira ideal, nosso sistema solar é composto de 12 corpos giratórios inter-relacionados (este número inclui o Sol e seu refletor, a Lua, e a concha de energia do planeta que, segundo se supõe, foi destruído, chamado Maldek ou Marduk, atualmente presente como um cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter). Esta era a oitava solar ideal original de 12 notas planetárias. Da mesma maneira que nossa Gaia é um ser senciente vivo, nosso sistema solar é uma entidade de consciência unificada maior cujo ponto de consciência é chamado pelos esotérico Logos Solar. Cada planeta está diretamente relacionado, em termos de influência "regente," a uma das 12 Casas do Zodíaco, produzindo, dessa forma, padrão triangular de influência de coordenadas das estrelas, planetas e da Terra, mediadas, para este planeta, pela Malha Oroboros e pela Távola Redonda de Avebury do Sol.

A Távola Redonda planetária é o meio pelo qual Gaia pode experimentar as energias diferenciadas do Logos Solar dos quais Ela é parte integrante. A Malha Oroboros representa os 12 Cavaleiros da Távola Redonda de Gaia, os meios pelos quais estas 12 influências oscilatórias são distribuídas a Seu corpo e por fim à consciência de Seus habitantes humanos harmonizados em termos zodiacais. O corpo da Malha de Gaia é a personalidade do Sol expressa 12 vezes. Assim no Alto como Embaixo, disse Hermes. Temos, então, a Malha Oroboros se ligando à dinâmica de energia do sistema solar e sua consciência de organização, o Logos Solar, da humanidade corporificada. Por meio da maestria meditativa da Távola Redonda, penetramos na essência de nosso paradigma de Evolução Estelar, do qual somos miniaturas biofísicas, hologramas químicos, e, dessa forma, estamos no limiar da transcendência, prestes a atingir, na consciência, aquela quarta característica dimensional chamada antigravidade.

Existem, claro, limitações inerentes a nossas conceituações de Malha por meio de arquétipos Zodiacais. Grande parte deste simbolismo descritivo é criada pelo homem, tendo por centro o homem, não sendo, portanto, necessária e verdadeiramente exato com respeito às realidades da malha que os Elohim descreveriam. Do ponto de vista deles, as coisas são mais cíclicas e interdependentes. Não se trata tanto de constelações e pedras, e sim da matéria a vibrar em sincronia. As coisas ressoam sincronicamente mantendo-se reciprocamente, alimentando, assim, a Terra. A Terra reciprocamente mantém esta relação de interdependência.

Cada uma das 12 Pedras ressoa a uma freqüência particular que está em harmonia com certas constelações astrológicas. Porém, o ponto mais importante é o relacionamento. A Terra é uma força ativa e também uma matriz receptiva. Cada corpo celeste, terrestre e lunar está em ressonância harmônica, uns com os outros, viajando a velocidades altíssimas pelo espaço infinito. Quando traçamos a Malha Oroboros, e em particular, a Malha Cristalina Poliédrica (descrita a seguir), aproximamo-nos continuamente da barreira entre a terceira e a quarta dimensões, com todas as deficiências e dificuldades inerentes da linguagem de base terrestre e da conceituação linear.

Desse modo, a Malha da Terra, neste nível, por meio do umbigo de Avebury, é a Távola Redonda na forma de um holograma planetário do corpo de energia/consciência do Logos Solar. É o dispositivo receptor/transmissor expresso na fronteira entre a terceira e a quarta dimensões. No contexto da Terra, expressamos as realidades de energia da Corte Real do Sol, que em si nada mais é que um componente do corpo vibratório bem maior do Logos Galáctico. Agora, a Malha apresenta uma característica prática e localizada que torna possível a experiência humana consciente com a Corte Zodiacal do Sol.

A paisagem do Zodíaco (tratada abaixo) é o holograma local e acessível da Távola Redonda Mestra de Avebury e do Logos Solar, representando uma aula prática experimental de alinhamento do humano com fluxos de energia planetários, solares, galácticos e universais. Pode-se comparar a função da paisagem do Zodíaco (ou seja, na qual sobrepõem-se os arcabouços de energia das constelações ao redor da eclíptica numa faixa circular de cerca de 48 quilômetros sobre a Terra, como em Somerset, na Inglaterra, com o Zodíaco de Glastonbury) à função de uma sala de concertos geomântica onde ouvimos a Música das Esferas tocada pela orquestra local.

Existem precedentes clássicos para esta interpretação musical da Malha. Tanto Pitágoras como Platão apresentaram modelos de Malha expressos em termos musicais. Pitágoras descreveu uma Nave Cósmica de Música composta de nossos planetas e estrelas vizinhas, que singravam os Céus a emitir rhoizamata ou "sons intensos" que podiam ser ouvidos quando afinávamos nossa própria lira de sete cordas (o sistema de chakra unificado) para que ressoasse com a música celestial (realizada ou tocada pela Malha). Platão falou do Fuso ou Eixo de Necessidade que ele imaginou como o sistema solar a girar ao redor do eixo do universo. Em cada volta deste Fuso ou Eixo está sentada uma Sereia que entoa uma única nota. Em qualquer caso o padrão de ressonância total, o Som total, o concerto completo, é a música celestial de nosso Rei Sol, o que Doris Lessing chama "o regente de todos eles...o âmago majestoso de nossa teia...a nota baixa e profunda de órgão subjacente a todos os seres...O centro cantante de Deus."

A Malha Cristalina Poliédrica

A malha opera agora na quarta dimensão como uma função da geometria cristalina, abrangendo os cinco Sólidos Platônicos. Trata-se do corpo mental de Gaia, a esfera de pensamento abstrato e conhecimento concreto, o que Platão reconheceu como o mundo das Formas. Aqui as Linhas de Malha Oroboros 15, que na dimensão de Malha precedente envolveram a esfera da Terra numa faixa cinética de luz, são fundidas, formando um único poliedro unificado de 120 triângulos de tamanho igual (ou 10 hexágonos, ou 30 diamantes) com 62 pontos de intersecção. Bethe Hagens e William Becker, que elaboram mapas de Malha, chamam esta dimensão de Malha geométrica de "Estrela da Terra."

Enquanto na Malha Orobórica os 15 Grandes Círculos coletivamente formam e mantêm viva a biosfera, aqui na Malha Cristalina Poliédrica, os cinco elementos (que são diferenciados nas Linhas Oroboros, por exemplo, Touro/terra, Gêmeos/ar, Sagitário/fogo) existem em sua forma abstrata, mais estática e cristalina, como Sólidos Platônicos (por exemplo, fogo/tetraedro, terra/cubo, ar/octaedro, água/icosaedro, éter/dodecaedro). O Cristal da Terra é o agente formativo das Linhas Oroboros cinéticas que representam, de certo modo, os elementos em movimento, manifestando a biosfera. Podemos visualizar o Poliedro como um cristal etérico multifacetado sobreposto sobre a Terra, como um sobretudo, ou como uma caixa de chapéu acolchoada geométrica usada para guardar um chapéu muito delicado e elegante. Aqui os cinco Sólidos Platônicos (como a forma abstrata dos elementos) constituem um cristal etérico unificado, com todas as propriedades geométricas/conscientes/formativas previsíveis do cristal — tais como receptáculo e padronização da Luz.

Pode-se analisar melhor como funciona o Poliedro da Terra recapitulando-se as propriedades dos cristais. Os cristais são acertadamente chamados "janelas de Luz," padronizações e portais dimensionais-transmissores do mundo cinético de radiação de Luz até o mundo material das formas aparentemente mais estático — e o contrário. Os cristais têm a capacidade de ampliar e projetar formas-pensamento; facilitar comunicação interdimensional; funcionar como diapasões em freqüências específicas com o fim de ajustar as pessoas e seus meio ambientes às harmonias de luz desejadas; receber e transmitir altas doses de energia; manter campos eletromagnéticos unificados com o fim de propiciar equilíbrio e harmonia; fazer as vezes de baterias cósmicas, armazenando e liberando energia a intervalos programados; funcionar como bibliotecas arquetípicas, guardando mensagens, códigos, histórias, esquemas; atuar como moduladores de luz ou como binóculos e telescópios psíquicos capazes de ver a grandes distâncias de tempo/espaço.9 Essas são aplicações documentadas dos cristais do plano material, mas essa enumeração nos ajuda a entender a geometria da consciência e da Luz atuando nesta dimensão de Malha mais abstrata.

A vida física na Terra é uma dança oscilatória dos cinco elementos, orquestrada para nós por meio de interfaces de Malha cada vez mais materiais, tocadas para nós pelas interações sinfônicas dos 11 planetas (menos a Terra), as12 Casas do Zodíaco, e outras famílias estelares influentes (por exemplo, Sírius, Órion, Arcturus, entre outras). A Terra, em sua manifestação corporal mental superior, é um receptor cristalino a flutuar no espaço, deslocando-se pela teia harmônica da Malha estelar, ela própria um vasto cristal-poliedro unificado. Nós nos deslocamos com a Terra, na qualidade de faceta da vida e originados de nosso Rei Sol, nosso Logos Solar, cujo corpo é nosso sistema solar, fonte de nossa Luz, Vida, e de parâmetros de Consciência.

Vivemos, nestas dimensões de Malha interpenetrantes, a vida evolutiva estelar de nosso Sol em harmonia com seus (antigamente) 11 planetas satélites, seus Cavaleiros (agora menos Maldek) e o Zodíaco eclipticamente vizinho. Estamos todos no mesmo comprimento de onda solar mediado pela Malha Cristalina Poliédrica. "Toda evolução estelar se realiza numa valência de Luz que determina seu próprio programa evolutivo," escreve J. J. Hurtak.10 Isto representa nossa Rede de Pescar Solar, as condições específicas de Luz, Vida e Consciência que constituem nosso lar no sistema solar.

A Távola Redonda fundamental do Sol, da qual o planeta Terra é um valoroso Cavaleiro, é marcada pela eclíptica projetada que nossa Terra traça nas 12 Casas do Zodíaco (ou o caminho aparente tomado pelo Sol) num ciclo de 12 meses; é também descrita pela própria peregrinação da eclíptica do Sol em ciclos de 2160 anos (seguindo a Precessão dos Equinócios) nestas mesmas constelações. Da mesma maneira que a Terra é visualizada como este receptor cristalino giratório, ligado para receber som aos outros planetas e estrelas, dançando ao som da melodia quintuplicada no contexto das possibilidades evolutivas deste sistema de Sol único e na pista de dança específica do planeta Terra, também o sistema solar local é um Ser unificado e em evolução funcionando dentro de seu próprio paradigma de Luz/Vida/Consciência dentro de um corpo controlador maior.

O Sol e a totalidade do sistema solar, vistos de longe, livres de limitações de tempo e espaciais, são um Cristal de Luz com Malhas interpenetrantes, rodeando cada planeta e os ligando numa teia solar. Trata-se realmente de uma questão de limitações fundamentais. "O homem está acorrentado a seus ciclos geomagnéticos," diz Hurtak, vivendo em "escravidão planetária de seu próprio campo de Luz" ou "paradigma de campo magnético solar," operando segundo "o antigo estado astrofísico de Luz da Terra." Os humanos existem na Terra, acrescenta Doris Lessing, dentro "de sua terrível escravidão, com os grilhões da necessidade que os prenderam...Esta teia era um grilhão, uma necessidade terrível, impondo seu desígnio." Nosso espectro eletromagnético, fornecido pelo Sol e mediado pela Malha Cristalina Poliédrica, é tanto nosso lar familiar como nossa prisão terrível, dependendo de nossa orientação. A gravidade nos mantém enraizados na Terra material e os ventos solares sopram fortes para nos manter presos à superfície da Terra e dentro de Seu campo eletromagnético. Todavia, na entrada do Poliedro, o lugar onde nosso paradigma de Luz evolutivo da Humanidade na Terra é moldado e transmitido, temos a possibilidade de nos elevar com um arremesso de antigravidade.

A Malha da Terra representa a geometria da consciência, as restrições à consciência e à transcendência de quarta dimensão, nossos parâmetros bioquímicos/evolutivos de expressão. A Malha Estelar cristalina, da qual nossa Terra é um componente, é a forma-dinâmica de nosso programa de Evolução Estelar local, ou seja, as restrições à consciência, ou o que sustenta o que Hurtak chama de "bioconsciência dos antigos ciclos planetários," ou o que mantém "a ordenação eletromagnética do código da vida." Nosso sistema de Malha interpenetrante é como um imenso envoltório de holograma de DNA solar que se infiltra, e nos vive de forma inescapável. Trata-se de um domínio eletromagnético em particular, ou espectro de freqüência/vida, que é uma expressão parcial (sob medida para a Terra, da mesma maneira que Vênus e Marte têm suas próprias realidades de Malha) da Malha de Evolução Estelar unificada, ela mesma nada além de um holograma de DNA cósmico de um ser harmônico maior. Então aqui vivemos, como humanos na Terra, respirando esta matriz ressoante, como suas facetas sencientes. Ajusta-se como um diapasão primário sobre nossa noosfera e biosfera de tal forma que sequer um átomo, elétron ou quark acelerado escapa de sua ressonância dominante.

No entanto, essa mesma Malha Cristalina representa as possíveis Portas de Malha que levam para fora deste paradigma imposto pelo Sol. Ela tem a chave da antigravidade; aqui as restrições de Malha estelar podem ser transcendidas, aqui a consciência humana pode ir-se embora do sistema solar, planando longe da Terra numa explosão de Luz, rumo à quarta e quinta dimensões. É a libertação da gravidade, que não passa do peso da mente/corpo/emoções aprisionados pela rede de pesca tempo/espaço linear da malha. A antigravidade, como veremos abaixo, é em essência uma tecnologia de consciência, uma maestria transcendente da Malha. Afinal, nossa Malha estelar é uma entre bilhões dessas Malhas cristalinas de evolução estelar a brilhar no que Hurtak chama de "Mar de Cristal," que é nossa Via Láctea vista por olhos místicos. Os sistemas estelares agora são vistos como Malhas de Luz harmônicas geométricas individuais, interdependentes e inter-ressonantes.

Portanto, a Malha Poliédrica é como um armazém central de distribuição de uma cadeia de supermercados. Aqui são recebidos todos os mantimentos e produtos, que são separados e embalados, depois remetidos primeiro para os distribuidores regionais, a seguir para as unidades individuais. Os Sólidos Platônicos, neste modelo, recebem os impulsos de energia abstratos, ou remessas a granel, das Casas do Zodíaco, outras estrelas e planetas, então os embalam remetendo-os através das três Malhas consecutivas até a Terra física e nossas vidas diárias de consumidores de Malha — tudo segundo o projeto geométrico/elementar inerente.

Eis um exemplo de como funciona este sistema. Recentemente, no momento em que ocorreram o eclipse lunar e a lua cheia de Libra em 1986, o tetraedro da Terra recebeu uma grande ativação solar. Os cinco Sólidos Platônicos formam o que é, na verdade, um todo indivisível; mas tendo em vista esta ilustração, imaginemos o tetraedro isolado, como uma pirâmide de três lados dentro de uma cesta de basquetebol, mas com os cantos projetando-se como grandes dedos pelos buracos de meias velhas. Do cimo da pirâmide/tetraedro, eleva-se um cone espiralante que se prolonga para longe no espaço, nos campos estelares. No momento da ativação, primeiro o cone, a seguir a pirâmide, tingem-se de um ouro resplandecente. Momentaneamente o tetraedro ficou radiante e exultante em termos vibratórios apresentando poderosa energia solar entre os demais Sólidos componentes de um cristal de quartzo claro. Obviamente, pouco depois a pirâmide energizada pelo fogo passou a difundir suas novas energias por todo o poliedro unificado. O ponto de posicionamento planetário (ápice acima) deste agora dourado tetraedro dentro da Malha Cristalina Poliédrica sobreposto na Terra é o monte Richland-Balsam (ou The Balsam, ou monte Balsam Cone, atualmente com cerca de 1.980 m de altura, e antigamente com cerca de 2.030 metros de altura) no oeste da Carolina do Norte, a 32 quilômetros ao sul de Waynesville, nos arredores do Blue Ridge Parkway (direção "norte").

O Cristal da Terra, então, está ligado para receber som aos demais órgãos cristalinos interiores do sistema do Sol por meio da Malha Estelar. A Malha Estelar é estruturada de forma diferente em relação a várias Malhas da Terra. Quando visualizarmos um sólido rombóide geodésico ou outro sólido rombóide multifacetado, vemos linhas sutis de energia passando de um plano de experiência ou existência a um plano ou faceta semelhante num rombóide em outra dimensão. Trata-se da conexão de Malha Estelar/Terrestre. Liga-se a forças de natureza etérica. A Malha Estelar pode ser visualizada a partir da Terra como uma cortina rendada ou padrão de flocos de neve interligados espalhado por todo o céu noturno.

A Alma de Gaia

Na teoria dos corpos superiores da Terra, este é o corpo causal de Gaia, o Templo interior de Salomão, a Alma de nosso planeta senciente. Trata-se da consciência primordial da Malha para Gaia, centrada num domínio quase físico, quase etérico que apresenta coordenação topográfica aproximada com as montanhas Kun Lun e os desertos Gobi/Lob Nor da Mongólia/Norte da China. Como o chakra frontal dos humanos, sede da clarividência, a Alma de Gaia é um reino interdimensional, essencialmente oculto e em sua maior parte intangível. Porém, iniciados humanos por vezes conseguem entrar fisicamente nele ou, com um pouco mais de facilidade no corpo visionário, por meio de vários portais meditativos/geomânticos existentes ao redor da Terra.

Neste nível encontramos o Logos Planetário chamado Sanat Kumara (O Iniciador Único) que preside a vida interior da Terra como a Alma, mediando, por meio do chakra frontal, a "Palavra de Deus" para o Ser físico de Gaia (veja Diagrama 4). Por meio do chakra frontal ativado, a pessoa passa a conhecer sua verdadeira identidade divina e propósito de vida. Esse fato é ecoado biblicamente no Apocalipse de São João, na qual ele descreve os 144 mil Filhos de Israel no Monte Sion, ao lado do Cordeiro (Cristo), cada qual com o Nome de Deus escrito na testa (em seu chakra frontal). Em nosso tempo, em termos planetários, a Alma de Gaia opera por meio do Foco Móvel. Este raio de consciência contém a consciência de Alma interior e o programa evolutivo de Gaia e todos os seus habitantes, sendo, em geral, mediado para o plano físico por meio de quatro Malhas consecutivas. Porém, em nosso momento histórico especial, o Foco Móvel está chegando por intermédio do chakra do coração exterior do planeta, localizado em Glastonbury.

O Foco Móvel desloca-se continuamente, percorrendo a superfície da Terra, não tendo localização fixa permanente. Teoricamente, reside em certa localidade durante cerca de 100 anos ininterruptos, mas vertendo energia 50 anos antes e 50 anos depois, perfazendo uma presença de 200 num único local.

Acredita-se que o Foco Móvel já residiu em Jerusalém e no monte Kailas, mas no curso da história da Terra, obviamente esteve em muitos lugares.

O Foco opera por meio de um mecanismo de ativação evolutivo predeterminado. Se dermos corda num relógio, ele então mostrará as horas por meio de seu mecanismo. Como as Cúpulas supostamente vieram três vezes, programaram com antecedência a matriz de linhas de energia sobre a Terra de forma a coincidir com certos parâmetros de planetas e constelações existentes no futuro distante. A atuação do Foco Móvel é bem parecida como o efeito que um Mestre vivo, como o 14O Dalai Lama, por exemplo, pode ter sobre um humano receptivo. Podemos experimentar uma alteração profunda de nossa consciência simplesmente ficando sentados na presença de tal Mestre, mas apenas segundo o grau de nossa receptividade às suas elevadas vibrações puras. O Foco Móvel, como um Mestre Vivo geomântico de Gaia, foi deslocado, portanto, conforme um Plano Mestre, uma grande tábua do destino planetário capaz de ver o futuro, sobre a superfície da Terra, de forma a ressoar igualmente em cada cultura, cada credo, durante períodos de 200 anos — facilitando a implementação dos programas da Alma de Gaia no domínio físico da cultura humana.

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